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CIA nega que residência de Putin na Rússia tenha sido alvo de ataque ucraniano

Enquanto um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia segue distante, o presidente russo, Vladimir Putin, sinalizou que pretende adotar uma postura mais rígida após a alegada ofensiva de um drone ucraniano contra uma de suas residências privadas. A acusação, para a qual as autoridades russas não apresentaram provas concretas, foi recentemente desmentida pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), depois de inicialmente provocar a ira de Donald Trump

Não se trata de uma negativa formal, mas de vazamentos na imprensa americana – e esses vazamentos nunca são inocentes. De acordo com vários veículos como PBS, CNN e New York Times, a CIA considera que a Ucrânia não teve como alvo a residência de Putin na Rússia. As conclusões foram transmitidas pessoalmente a Donald Trump pelo diretor da agência.

O presidente americano ainda não voltou a se pronunciar sobre o assunto. Mas parece, mais uma vez, recuar em relação a Vladimir Putin.

Donald Trump, que inicialmente parecia convencido da veracidade das alegações russas, compartilhou na quarta-feira (31), em suas redes sociais, um editorial do New York Post fortemente crítico ao presidente russo. O texto argumenta que Putin provavelmente mentiu sobre a suposta ofensiva, numa tentativa de sabotar as negociações de paz.

A reportagem do jornal americano diz que “um funcionário dos Estados Unidos afirmou que a Ucrânia estava tentando atingir um alvo militar, já atacado anteriormente, na mesma região da residência campestre de Putin, mas não próximo à casa”.

Segundo o veículo, uma avaliação da CIA corroborou a conclusão das autoridades de segurança nacional, indicando que Kiev não tentou atacar a casa de Putin na região de Novgorod, no noroeste da Rússia.

Dúvidas de Trump sobre o presidente russo?
O editorial não apenas questiona a tese do ataque ucraniano, como também acusa Vladimir Putin de “cuspir no rosto dos americanos”. É impossível afirmar que essa seja agora a posição oficial de Donald Trump, mas, se ele não tivesse algumas dúvidas sobre o presidente russo, provavelmente não teria publicado essa mensagem em meio ao processo de negociação.

Na Ucrânia, o balanço das últimas 24 horas aponta duas mortes e 16 feridos em novos bombardeios russos. Já Moscou acusa o exército ucraniano de ter matado 24 pessoas em ataques na região ocupada de Kherson.

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