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Moraes admite uso de prova fora dos autos pela PGR no caso da trama golpista; assista

Advogado expõe falha na condução do processo
Durante o julgamento do núcleo 4 da “trama golpista”, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes admitiu há pouco que um documento citado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nas alegações finais não consta nos autos do processo.

Segundo a PGR, o núcleo 4 teria organizado ações de “desinformação” para propagar supostas “notícias falsas” sobre o processo eleitoral durante as eleições de 2022.

A informação do documento fora dos autos foi revelada pelo advogado Zoser Araújo, que defende o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli, durante sustentação oral: “Nas alegações finais, há um acréscimo de imputação fática em relação a Ângelo”.

O documento em questão, segundo Zoser, evidenciaria a participação de Denicoli no grupo de WhatsApp “Eleições 2022”.

No entanto, o advogado revelou durante a sessão que “esse documento não está nos autos. Não foi providenciada a juntada do documento nos autos. Não está na petição 12.100, e não está também nas ações penais desmembradas ou correlatas”.

Após o término da sustentação oral do advogado, Moraes pediu a palavra e reconheceu a situação: “não houve, realmente, como citado da tribuna, não houve, por parte da Procuradoria, o pedido de compartilhamento dessa Pet 13.299. Então não consta nos autos essa prova citada”.

A revelação e a admissão do magistrado ocorrem em um contexto de acusações de abuso de poder e violações ao devido processo legal envolvendo Moraes e Gonet. O ministro teve seu passaporte americano cassado e já foi sancionado pelo governo Trump, por meio da lei Magnitsky, por “censura contra conservadores e perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”.

Fonte:Claudio Dantas

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