Cerimônias fúnebres já foram iniciadas na capital iraniana e devem se estender por uma semana, em meio a forte esquema de segurança e presença de aliados internacionais.
O Irã deu início nesta sexta-feira (3/07) à semana de cerimônias fúnebres do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, com o corpo sendo velado em Teerã sob forte esquema de segurança e diante de milhares de apoiadores.
A programação oficial prevê cortejos e homenagens ao longo dos próximos dias em cidades consideradas centrais para o xiismo, incluindo Qom, Najaf e Karbala, antes do sepultamento em Mashhad, marcado para 9 de julho.
A cerimônia de abertura reuniu integrantes da cúpula política e militar iraniana, além de delegações estrangeiras de países aliados. Representantes da Rússia, da China e de grupos alinhados ao Irã no Oriente Médio participaram das homenagens, enquanto a televisão estatal transmitiu o evento ao vivo para todo o país.
A morte de Khamenei encerrou um dos períodos mais longos e influentes da história da República Islâmica. No poder desde 1989, o aiatolá comandou o Irã por 37 anos, consolidando sua autoridade sobre as Forças Armadas, a política externa, o Judiciário e os principais órgãos do Estado.
Sob sua liderança, o país ampliou sua influência no Oriente Médio, fortaleceu alianças com grupos armados aliados e enfrentou décadas de sanções internacionais.
Seu governo chegou ao fim após ser morto no primeiro grande ataque aéreo realizado por Israel e pelos Estados Unidos durante a escalada da guerra iniciada neste ano, marcando uma ruptura histórica na estrutura de poder iraniana.
As autoridades iranianas transformaram o funeral em um ato de demonstração de unidade nacional após a morte de Khamenei. O governo espera mobilizar milhões de pessoas ao longo das cerimônias e reforçou a segurança, com restrições no espaço aéreo e alerta máximo diante de possíveis ameaças externas.
Embora o governo busque projetar estabilidade, o funeral ocorre em meio a um cenário de tensão política, dificuldades econômicas e sinais de descontentamento interno.
O sucessor de Khamenei, Mojtaba Khamenei, nomeado líder supremo após a morte do pai, ainda não fez aparições públicas durante as cerimônias, alimentando especulações sobre seu estado de saúde e sua estratégia política.







