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NIGÉRIA: O diário secreto das meninas do Chibok

Meninas sequestradas pelo grupo Boko Haram, em 2014, mantinham um diário onde relatavam os maus-tratos vividos.O sequestro de mais de 200 estudantes do Chibok foi o resultado acidental de um roubo malsucedido. É o

que dizem duas das meninas que foram mantidas em cativeiro por três anos. A revelação foi possível por meio de diários secretos que foram obtidos pela Thomson Reuters Foundation.

Quando relembra a noite do sequestro, em abril de 2014, Naomi Adamu diz que os extremistas não foram atrás das meninas, mas queriam assaltar o lugar e levar maquinário de construção. Como não encontraram o que estavam procurando, não souberam o que fazer com as meninas. “Um deles dizia que deviam nos queimar, outros sugeriram que fôssemos levadas à Sambisa (base do grupo extremista). Eles falaram que Shekau, o líder, saberia o que fazer conosco”, escreveu Naomi.

Ela estava entre as 82 meninas libertadas em maio deste ano. Outras 21 já haviam sido libertadas em outubro de 2016. Elas estão em um local secreto em Abuja, para participar do que o governo do país chama de “processo de restauração”. Estima-se que ainda há cerca de 113 garotas em poder do Boko Haram.

Espírito de coragem, amor e equilíbrio

A autenticidade dos diários escritos por Naomi e a amiga, Sarah Samuel, não pode ser verificada ou usada como arma de negociação. Porém, as páginas escritas mostram o horror que as garotas passaram enquanto estavam sequestradas. Mais importante, mostram também a certeza de que um dia voltariam para casa.

Os diários começaram a ser escritos durante as aulas sobre o Alcorão, para a qual recebiam um caderno. Para escondê-los, elas os enterravam ou os escondiam debaixo da roupa. “Escrevemos juntas. Quando uma cansava, a outra continuava”, desabafa Naomi, de 24 anos, direto do local onde o governo mantém as garotas libertadas.

Meninas sequestradas pelo grupo Boko Haram, em 2014, mantinham um diário onde relatavam os maus-tratos vividos.O sequestro de mais de 200 estudantes do Chibok foi o resultado acidental de um roubo malsucedido. É o que dizem duas das meninas que foram mantidas em cativeiro por três anos. A revelação foi possível por meio de diários secretos que foram obtidos pela Thomson Reuters Foundation.

Quando relembra a noite do sequestro, em abril de 2014, Naomi Adamu diz que os extremistas não foram atrás das meninas, mas queriam assaltar o lugar e levar maquinário de construção. Como não encontraram o que estavam procurando, não souberam o que fazer com as meninas. “Um deles dizia que deviam nos queimar, outros sugeriram que fôssemos levadas à Sambisa (base do grupo extremista). Eles falaram que Shekau, o líder, saberia o que fazer conosco”, escreveu Naomi.

Ela estava entre as 82 meninas libertadas em maio deste ano. Outras 21 já haviam sido libertadas em outubro de 2016. Elas estão em um local secreto em Abuja, para participar do que o governo do país chama de “processo de restauração”. Estima-se que ainda há cerca de 113 garotas em poder do Boko Haram.

Espírito de coragem, amor e equilíbrio

A autenticidade dos diários escritos por Naomi e a amiga, Sarah Samuel, não pode ser verificada ou usada como arma de negociação. Porém, as páginas escritas mostram o horror que as garotas passaram enquanto estavam sequestradas. Mais importante, mostram também a certeza de que um dia voltariam para casa.

Os diários começaram a ser escritos durante as aulas sobre o Alcorão, para a qual recebiam um caderno. Para escondê-los, elas os enterravam ou os escondiam debaixo da roupa. “Escrevemos juntas. Quando uma cansava, a outra continuava”, desabafa Naomi, de 24 anos, direto do local onde o governo mantém as garotas libertadas.

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